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Copom eleva Selic para 13,25% ao ano

Alta da taxa básica de juros veio dentro do esperado pelo mercado

Copom eleva Selic para 13,25% ao ano (jopanuwatd/Twenty20)

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia sobre a economia global e o surto de Covid-19 na China, o Banco Central (BC) decidiu manter o aperto na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 12,75% para 13,25% ao ano – uma alta de 0,50 ponto percentual. A decisão já era esperada pelos analistas financeiros.

A decisão vem de acordo com o que o mercado previa e sem surpresas. Agora, as atenções ficam voltadas às próximas decisões do comitê, para verificar qual será a posição do Banco Central e Copom: se o aumento na Selic seguirá por mais reuniões ou se a taxa de juros finda seu ciclo de alta agora. O principal ponto de cautela é que a inflação ainda não deu sinais de arrefecimento e o cenário é considerado desafiador, mesmo com um possível alívio graças ao pacote do governo voltado à redução de tributos nos combustíveis, que pode trazer um efeito rebote para 2023 no que tange a manter a inflação dentro da meta estipulada“, explica o Executivo de Investimentos da Invest4U, Vinicius Felchack.

A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando estava em 13,75% ao ano. Esse foi o 11ª reajuste consecutivo na Selic. Apesar da alta, o BC reduziu o ritmo do aperto monetário, depois de dois aumentos seguidos de 1 ponto percentual. Com a decisão de hoje (16), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada.

De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 11,73% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015. Apesar da queda no preço da energia elétrica, por causa do fim das bandeiras tarifárias, a inflação continua pressionada pelos combustíveis.

O valor está bastante acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.

com informações da Agência Brasil


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