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Inflação sobe 1,01% em fevereiro, maior taxa para o mês desde 2015

Nos últimos 12 meses, IPCA aumentou 10,54%; setor de educação puxou alta do mês

Inflação sobe 1,01% em fevereiro, maior taxa para o mês desde 2015 (Pressmaster/Envato)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, teve alta de 1,01% no mês de fevereiro, ante 0,54% em janeiro. Os números foram divulgados na manhã desta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa é a maior variação do mês de fevereiro desde 2015 e o maior aumento mensal desde outubro de 2021, quando a alta foi de 1,25%, mesmo sem contar o aumento do combustível anunciado ontem (10). Em 12 meses, o IPCA do país aumentou 10,54%, mais que o dobro da meta do governo. No ano, o aumento já é de 1,56%.

Os principais responsáveis pela alta em fevereiro foram educação e alimentação e bebidas, que subiram 5,61% e 1,28%, respectivamente. Os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA de fevereiro. Na educação, o que pesou foram os reajustes praticados no início do ano letivo, sendo o maior impacto em cursos regulares (6,67%). Os reajustes médios foram de 8,06% para o ensino fundamental, de 7,67% para pré-escola, de 7,53% para o ensino médio, de 5,82% para ensino superior e de 2,79% para pós-graduação.

O indicador sofreu um aumento acima do esperado. Muito do que vimos, é oriundo da atualização de preços em setores que coincidem com a retomada do ano letivo. Em especial agora que teremos uma retomada mais intensa no calendário após o pior momento de pandemia. Outro setor que impactou na alta, foi o de alimentos e bebidas, já que o país passou por um período de crise hídrica e estiagem, que afetam muito na safra de itens que compõe a base de nossa cadeia alimentar, como a batata, a cenoura e, principalmente, o milho e o trigo, influenciando no preço do pão, biscoitos, massas e até da carne, já que milho também serve de base para a ração dos animais“, explica Vinicius Felchack, diretor de investimentos da Invest4U.

Os demais grupos de despesas apresentaram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,54%), artigos de residência (1,76%), vestuário (0,88%), saúde e cuidados pessoais (0,47%), despesas pessoais (0,64%) e comunicação (0,29%).

Quanto aos índices regionais, todas as áreas tiveram variação positiva em fevereiro. A maior variação ficou com o município de São Luís (1,33%), seguido por Rio de Janeiro (1,32%) e Curitiba (1,28%). A menor variação foi registrada em Porto Alegre (0,43%).


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