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Embargo ao petróleo russo: quais as possibilidades e consequências?

Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo no mundo; embargo ao país deve aumentar ainda mais o preço do commodity

Embargo ao petróleo russo: quais as possibilidades e consequências? (nicolagiordano/pixabay)

Durante o final de semana saíram as primeiras notícias de que Estados Unidos e União Europeia discutiam um possível embargo ao petróleo russo. No entanto, a situação não é tão simples assim. Atualmente, a Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo no mundo, além de ser responsável por 40% do gás natural consumido na Europa. No ano passado, o petróleo russo representou cerca de 3% de todos os embarques de petróleo aos Estados Unidos, segundo dados da Administração de Informações sobre Energias do país americano.

As sanções aplicadas até o momento não fizeram a Rússia parar com os ataques. A maior sanção de todas, talvez seria a do setor energético, petróleo e gás natural, já que a Rússia é um dos maiores produtores do mundo. Então EUA e demais países estudam aplicar essa sanção. Porém, isso com certeza vai afetar a demanda de petróleo no mundo, fazendo com que o preço suba. Os EUA ensaiam até acordo com Venezuela e Irã (historicamente inimigos), para não depender do petróleo Russo“, explica Rafael Fernandes, analista de dados da Invest4U.

No entanto, o chanceler alemão Olaf Scholz afirmou hoje (7) que as importações de energia da Rússia são essenciais para a Europa e, assim como o primeiro-ministro britânico Boris Johnson já havia adiantado, não tem como o bloco parar de usar o petróleo e o gás natural russo imediatamente. “É decisão consciente continuar as atividades de empresas comerciais na área de fornecimento de energia com a Rússia”, disse Scholz em nota.

Uma sanção no gás russo iria trazer um colapso enorme para a Indústria alemã. A bolsa da Alemanha despencou 20% já no acumulado do ano“, explica Fernandes. Ou seja, até que haja uma alternativa, a União Europeia não deve embargar o setor energético da Rússia.

Por outro lado, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deve votar amanhã (8) uma legislação que suspende as relações comerciais com a Rússia e proíbe a importação de uma série de produtos russos, entre eles o petróleo. Um grupo de deputados americanos já informou que “concordaram com um caminho legislativo para proibir a importação de produtos energéticos da Rússia”.

Uma sanção ao petróleo russo deve aumentar a demanda do commodity no mundo e, por consequência, o preço deve subir ainda mais. Na tarde desta segunda-feira (7), o petróleo Brent estava a US$122, enquanto o WTI estava a US$118.

Para o Brasil, as consequências também são fortes. “Com o aumento do petróleo, afeta não só os nossos combustíveis, mas toda a cadeia produtiva do Brasil. Lembrando que nossa principal malha de transporte são as rodovias. Empresas aéreas também podem ser muito afetadas também por causa do preço do combustível”, alerta Fernandes, que também lembra que com toda a cadeia produtiva ficando mais cara, o preço ao consumidor também aumenta e consequentemente há um aumento na inflação do país.


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