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PIB brasileiro cresce 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia

Houve crescimentos nos setores de Indústria e Serviços. Agropecuária teve variação negativa

PIB brasileiro cresce 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia (jedson_alelaf/Twenty20)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta sexta-feira (3) que o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve um avanço de 0,5% no quatro trimestre de 2021, com isso, o Brasil fecha o ano com um crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. O crescimento ficou dentro do que apontava o Monitor do PIB.

O avanço permitiu que o país recuperasse, com sobras, as perdas de 2020, ano em que começou a pandemia e o PIB recuou 3,9%. A taxa de investimento no ano foi de 19,2% do PIB, acima dos 16,6% observado no ano anterior. A taxa de poupança também aumentou, indo de 14,7% em 2020 para 17,4% em 2021.

O dado recente do PIB demonstrou que o Brasil superou as expectativas de crescimento de forma positiva com uma demanda muito forte, principalmente no último trimestre do ano passado. É importante frisar que o país se mostrou resiliente quanto à tudo que foi visto de forma negativa em 2021, como a crise hídrica, a estiagem no agro, a alta persistente da inflação e a constante descoberta de novas variantes de covid. Mesmo assim, o país conseguiu crescer no ritmo mais acelerado dos últimos 10 anos, puxados por um avanço na indústria e no setor de serviços, juntamente com uma reabertura econômica gradual.

Vinicius Felchack, executivo de investimentos da Invest4U

Apesar de ter registrado um crescimento de 5,8% no último trimestre de 2021, o setor da Agropecuária fechou o ano com variação negativa de -0,2%. A variação negativa do Valor Adicionado da Agropecuária no ano de 2021 foi consequência do fraco desempenho de algumas culturas da lavoura (cana de açúcar, milho e café) e da pecuária (bovinos e leite), impactadas, principalmente, pelas condições climáticas adversas.

Por outro lado, o setor de Indústria que teve queda de 1,2% no último trimestre, encerrou o ano com crescimento de 4,5%. Destaque da Indústria ficou por conta do desempenho da Construção, que após cair 6,3% em 2020, registrou crescimento de 9,7%. As Indústrias de Transformação também apresentaram resultado positivo de 4,5%. As Indústrias Extrativas cresceram 3,0% devido a alta na extração de minério de ferro. Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos ficou estável com variação negativa de -0,1% em relação a 2020, sendo afetada negativamente pela crise hídrica.

No setor de Serviços que cresceu 4,7% no ano, todas as áreas também tiveram resultados positivos. Destaque para Informação e comunicação e Transporte, armazenagem e correio, que cresceram 12,3% e 11,4%, respectivamente. O Comércio também avançou 5,5%, enquanto atividades imobiliárias cresceu 2,2% e outras atividades de serviços 7,6%.

Na análise da despesa, houve alta de 17,2% da Formação Bruta de Capital Fixo, que voltou a crescer após cair 0,5% no ano anterior. A Despesa de Consumo das Famílias avançou 3,6% em relação ao ano anterior. Já Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,0%.No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 5,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 12,4%.


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