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IPCA: Inflação oficial avança 0,67% e atinge 11,89% em 12 meses

Essa é a maior taxa para o mês de junho desde 2018

IPCA: Inflação oficial avança 0,67% e atinge 11,89% em 12 meses (mikeygl/Twenty20)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, registrou avanço de 0,67% em junho deste ano. A taxa veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa alta de 0,71%, porém acima do registrado em maio (0,47%) e de junho de 2021 (0,53%). Esse é o maior avanço do índice para junho desde 2018.

Com esse resultado, a inflação agora acumula alta de 5,49% em 2022 e de 11,89% nos últimos 12 meses. Sendo assim, o país completa 10 meses seguidos com o IPCA acima dos dois dígitos, ficando em um patamar que é o dobro do teto da meta oficial para o ano – estipulada pelo Banco Central em 3,5% com 1,5 p.p de margem de erro (ou seja, entre 2% e 5%).

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação positiva em junho. A maior variação foi do grupo vestuário, com alta de 1,67% e 0,07 p.p. de contribuição. Já o maior impacto (0,17 p.p.) veio de alimentação e bebidas (0,80%). Entre os itens, com maior alta estão a refeição fora de casa (0,95%) e o lanche fora de casa (2,21%).

Assim como outros serviços que tiveram a demanda reprimida na pandemia, há também uma retomada na busca pela refeição fora de casa. Isso é refletido nos preços“, afirmou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Também tiveram aumento de preços itens consumidos no domicílio como o leite longa vida (10,72%), o feijão carioca (9,74%), o frango em pedaços (1,71%) e o pão francês (1,66%).

Também apresentaram altas de preço relevantes, os grupos de saúde e cuidados pessoais (1,24%) – puxado pelo aumento dos planos de saúde (2,99%) – e transportes (0,57%). Entre os itens que pressionaram os transportes estão o óleo diesel (3,82%), o gás veicular (0,30%) e as passagens aéreas (18,33%). Outros grupos apresentaram as seguintes taxas de inflação: artigos de residência (0,55%), habitação (0,41%), despesas pessoais (0,49%), comunicação (0,16%) e educação (0,09%).

Regionalmente, todas as áreas tiveram variação positiva em junho. O maior resultado foi observado na região metropolitana de Salvador (1,24%), influenciado pela alta de 4,63% nos preços da gasolina. Já a menor variação ocorreu em Belém (0,26%), por conta da redução de 10,35% nos preços do açaí.

RegiãoJunho2022Últimos 12 meses
Salvador+ 1,24%+ 6,60%+ 13,41%
Recife+ 1,13%+ 5,85%+ 12,24%
Belo Horizonte+ 0,83%+ 5,58%+ 11,38%
Rio Branco+ 0,81%+ 5,17%+ 11,36%
Brasília+ 0,81%+ 5,28%+ 11,57%
Porto Alegre+ 0,70%+ 3,85%+ 10,68%
Aracaju+ 0,67%+ 6,53%+ 12,36%
Curitiba+ 0,65%+ 6,17%+ 14,24%
Campo Grande+ 0,64%+ 5,65%+ 12,06%
Vitória+ 0,61%+ 4,36%+ 11,55%
Fortaleza+ 0,61%+ 6,34%+ 11,92%
São Paulo+ 0,61%+ 5,27%+ 11,67%
São Luís+ 0,51%+ 5,89%+ 12,21%
Goiânia+ 0,51%+ 5,56%+ 12,36%
Rio de Janeiro+ 0,39%+ 6,07%+ 11,77%
Belém+ 0,26%+ 5,02%+ 9,55%
Brasil+ 0,67%+ 5,49%+ 11,89%
Fonte: IBGE – IPCA

com informações da Agência Brasil e IBGE


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