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Alta na gasolina e no diesel deve elevar IPCA para 9,2% em 2022, diz FGV Ibre

Cálculo não leva em consideração os efeitos indiretos do reajuste

Alta na gasolina e no diesel deve elevar IPCA para 9,2% em 2022, diz FGV Ibre (zelmabrezinska/envato)

O reajuste no valor do combustível – gasolina (5,18%) e diesel (14,2%) -, anunciado nesta sexta-feira (17) pela Petrobras, devem fazer com que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação oficial do país, suba para 9,2% neste ano, segundo os cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Antes do anuncio da estatal, o indicador estava em 9% ao final de 2022. “E esse será apenas o efeito direto [na inflação]. Temos aí efeitos indiretos que no momento não podemos mensurar”, afirmou o economista André Braz, da FGV Ibre, ao Valor.

Braz ainda explicou que com o reajuste aplicado pela Petrobrás para as refinarias fará com que a gasolina fique, em média, 2% mais cara nos postos de gasolina, enquanto o diesel deve aumentar em 5%.

No entanto quando o preço do combustível aumenta, o custo do transporte de diversos produtos utilizados no cálculo da inflação também sofre alta. Consequentemente, o preço final ao consumidor sofre alterações, elevando o IPCA. Braz explica que na evolução mensal, o impacto da nova alta na gasolina deve ser de 0,14 ponto percentual no IPCA, a ser “dividido” entre junho e julho. Já o diesel impactará em 0,4 p.p.


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