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Confiança do consumidor cai 3,1 pontos em maio, diz FGV

O indicador chegou a 75,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos

Confiança do consumidor cai 3,1 pontos em maio, diz FGV (Antonio_Gravante/Twenty20)

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,1 pontos de abril para maio deste ano. A queda veio depois da alta de 3,8 pontos de março para abril. Com isso, o indicador chegou a 75,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Os dados da FGV foram divulgados nesta quarta-feira (25).

Houve queda da confiança em todas as faixas de renda exceto para as famílias com renda mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00. A queda  mais intensa da confiança ocorre para os consumidores com nível de renda mais baixo (R$ 2.100,00 mensais), cujo ICC recuou 9,4 pontos, para 66,8, menor valor desde dezembro de 2021.

Segundo a FGV, a queda do ICC foi influenciada pela piora das expectativas dos consumidores brasileiros para os próximos meses. Após três meses de alta, o indicador recuou 9,6 pontos, para 81,3 pontos, pior resultado desde novembro de 2021 (80,0 pontos). As perspectivas sobre a situação econômica também se tornaram mais pessimistas,  com queda de 4,9 pontos no indicador para 96,7 pontos, menor desde março de 2021 (92,1 pontos). O Índice de Expectativas recuou 5,1 pontos e chegou a 81 pontos, principalmente devido às avaliações sobre a situação financeira da família nos próximos meses.

Já o Índice da Situação Atual, que avalia a confiança no presente, se manteve estável em 69,1 pontos. Segundo a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt, os resultados dos últimos meses mostram que a inflação e a dificuldade de obter emprego continuam impactando de forma negativa as famílias.

Os últimos resultados da confiança do consumidor mostram que apesar da melhora da pandemia e do pacote de incentivos para alívio da pressão financeira das famílias, a inflação e a dificuldade de obter emprego continuam impactando negativamente  as famílias, principalmente as de menor renda. Além disso, há uma preocupação com a perspectivas futuras que serão afetadas por um ano eleitoral que promete ser bastante acirrado. O cenário para os próximos meses não sinalizam uma tendência clara de recuperação, principalmente diante dos desafios expostos”, explica.

com informações da Agência Brasil e FGV


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