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Rússia pede que fabricantes de fertilizantes suspendam exportação

Rússia é a principal fornecedora de fertilizantes do Brasil

Rússia pede que fabricantes de fertilizantes suspendam exportação (leungchopan/Envato)

O Ministério do Comércio e Indústria da Rússia pediu nesta sexta-feira (4) que produtores de fertilizantes do país interrompam temporariamente as exportações do produto. As fábricas de insumos também devem seguir a recomendação.

Levando em conta a situação atual dos operadores logísticos estrangeiros e os riscos associados a ela, o ministério teve que recomendar aos produtores russos que suspendam temporariamente as exportações de fertilizantes russos até que os transportadores retomem o trabalho e forneçam garantias de que as exportações russas de fertilizantes seriam concluídas na íntegra”, disse o governo russo em nota divulgada à imprensa.

A decisão afeta o Brasil, visto que o país é um dos grandes importadores do produto. Cerca de 70% do fertilizante utilizado na agriculta brasileira vem do exterior, sendo a Rússia a nossa principal fornecedora, responsável por pouco mais de 20% do total importado em 2021.

O executivo de investimentos da Invest4U, Vinicius Felchack, faz um alerta para os impactos que isso pode gerar no país.

Com a escalada de sanções político-econômicas à Rússia por países do mundo todo, já era de se esperar uma escassez de produtos que outrora eram comercializados com o Brasil. O fato mais recente e que impacta nosso país é a suspensão da exportação de fertilizantes. O potássio bielorrusso (aliada da Rússia nessa guerra), que representa 20% do mercado brasileiro, é agora impossível de ser entregue aos consumidores brasileiros e, deve acarretar, em um avanço de preços desde a base de plantio até a colheita da safra“, explica Felchack. “É importante lembrar que o Brasil tem, em seu PIB, quase 25% de representatividade apenas pelo agronegócio e que a base da cadeia alimentar é feito de soja, milho e trigo. Sendo assim, a inflação do país pode se manter persistentemente alta por um período maior do que o esperado” conclui.

Antes mesmo do anuncio da Rússia, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, havia indicado que o Brasil não teria nenhuma possibilidade de receber fertilizantes da Rússia ou da Bielorrússia enquanto durar o conflito no leste europeu. Para tentar contornar a situação e evitar falta do produto no país, ela irá visitar o Canadá, quarto maior produtor, na semana que vem (dia 12). A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que o Brasil tem fertilizantes para os próximos três meses


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